Parece que quanto mais fugimos de situações embaraçosas, mais surgem oportunidades para que isso aconteça. São nesses momentos que me arrependo de ter tentado ser simpático, quando minha vontade era de explodir. Já não posso mais com trivialidades de igreja de sobre loja, já não suporto esse ar de superioridade, quando que, pra ser alguma coisa sempre precisou do empurrãozinho alheio.
Afinal de contas será que foi opção ou falta dela, escolheu a dedo ou foi desespero?
Senti raiva, muita raiva, me controlei, absorvi, estou ficando preparado, em uma única noite consegui ouvir tudo o que não queria. Algo me dizia horas antes – Não vá, você sabe o que vai acontecer! – mas como sempre passo por cima da voz da minha consciência insana.
Algumas pessoas, devido a sua imensa mediocridade se alimentam da felicidade alheia, mas são justamente essas, que sabem escolher cuidadosamente suas presas. Fui uma presa, agora escolhi a cor, escolhi o sentimento e juro pra mim mesmo, que não vou mais deixar a porta aberta.
Viver esses pequenos conflitos internos é um caminho extremamente impiedoso, não é fácil encontrar atalhos, não é fácil achar a saída, não há placas, mas por todos os lados vem palavras de ordem.
Decidi não obedecer mais,
decidi dizer não,
decidi que agora não vou mais só absorver todo essa maldade,
mas sim escarrar o dobro de veneno.
Porque ou ele sai ou me mata de desespero!
Nenhum comentário:
Postar um comentário