Assim como o Sol, e seus de picos de atividade, e tudo o que causa nos planetas, começo a relembrar daquele verão em que tudo era novidade. Os amigos estavam todos juntos pela última vez. Naquele passado distante sob o Sol, iluminados, irradiados e alucinados por tudo que estavam prestes a viver naquela última semana juntos. Não dormiam, queriam aproveitar tudo, farrear, rir sem parar.
Tiveram experiências incríveis, conheceram gente que nunca mais viram, mas lembrar desses acontecimentos, remetem minha mente ao Sol e sua rara e solitária explosão.
Seria um sinal que, de tempos em tempos ele estivesse recarregando suas forças, para pedir ajuda de um amigo distante?
Vivendo lá sempre rodeado, não consegue se aproximar de ninguém, quer voltar para aquele verão, quer poder se esquentar novamente como já não consegue mais.
Manda sinais desesperados, gasta de 11 em 11 anos suas forças para tentar contato, sempre frustados,
um dia o analista lhe falou sinceramente, que esse tipo de atitude estava já passando dos limites, que sua obrigação era apenas iluminar calado.
Segue então o Sol, dia a dia no seu vazio espacial,
Irradia, em uma composição espectral
Não por opção, apenas por distração, organiza o futuro, mantém vivo,
mas não desiste das mensagens sazonais.

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