respirar pra saber que está vivo,
quando olho nos seus olhos, mas não os vejo,
eclipsado pelos pensamentos que atormentam,
perdido nas noites vazias,
sombras, que ora são monstros,ora o reflexo da alma.
Onde foi parar o brilho daqueles olhos?
O encantamento de antes, agora não passa de ilusão.
Ainda existe conforto no sono profundo, é nele que tudo se transforma,
mas o amanhecer sempre chega novamente, e o despertar é inevitável.
Não tem sensação que se compare ao poder de sonhar acordado,
mas ninguém vive de sonho, é ela a esperta e cruel realidade que tem dominado.
É ela que está fazendo isso,
como sempre uma carrasca do tempo,
A vilã de todas as gerações,
Ela não perdoa, não devolve,
A máquina mais incrível e menos necessária.
Faminta por mais decepções, ela é pesada,
Sabe o que quer, sabe que pode, sabe que brilha.
| Foto: André Abreu |
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